HISTORIA DO PÃO

 
 

Nada mais gratificante na culinária do que preparar pães, desde os primeiros passos na produção - dissolver o fermento, ver a massa crescer - até saírem do forno, com o seu cheiro característico, a chave de ouro de um processo que é, passo a passo, muito interessante.

O homem começou a cozer pães à pelo menos 6000 anos antes de Cristo, na chamada Nova Idade da Pedra. Eram justamente pedras os objectos usados para esmagar as sementes, produzindo uma farinha crua que, misturada com água, se transformava em massa. A massa arredondada era cozida em cima de uma pedra colocada directamente sobre o fogo. O resultado era um pão duro, de textura bem diferente da que conhecemos hoje.

Dizem que a descoberta do que a massa do pão podia crescer aconteceu por mero acaso - um egípcio esquecido deixou um pouco de massa crua fora do fogo e, quando se lembrou e foi ver, a massa tinha fermentado.

E assim os egípcios foram os primeiros a assar pães com textura fina. Eles se tornaram especialistas em cultivar trigo, que vendiam aos gregos - estes, com o tempo, se transformaram nos mestres padeiros do seu tempo. Os romanos por sua vez, aprenderam com os gregos a arte de fazer pão, e gostaram do ofício - tanto que, segundo consta, no ano 100 a.C. havia 258 padeiros em Roma. De lá para cá, o pão conquistou o mundo e os métodos de fabricação se sofisticaram, até chegar à automatização e à produção em massa do século XX.

Passado tanto tempo, o cheiro do pão quente, que acabou de ser cozido, ao se espalhar pela casa, ainda dá ao ambiente uma sensação de aconchego, de reunião de família .

Cuidado ao aquecer o leite. Não deixe ferver, pois o fermento morrerá ser for dissolvido em leite quente demais. "Morrer", aqui, é o termo certo, já que o fermento biológico é composto de células vivas. Antes de começar a preparar a receita, verifique os ingredientes e utensílios - uma forma pequena demais pode estragar todo o trabalho.

Portanto, só faça pão no dia em que estiver realmente com disposição. Pão não implica falta de calma - a pressa impede que se espere os minutos exatos de seu crescimento.

Há sempre alguma coisa inerente que nos satisfaz, no ato de cozer um pão - alguma coisa, provavelmente, relacionada aos 8000 anos de tradição que ele traz consigo. 

 



 
© Copyright 2002 - Todos os direitos reservados.
Webmaster : Armenio
Esta página é melhor visualizada no internet explorer, netscape 6.0 ou superior